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Institutos do Senai querem alavancar indústria 4.0 no País

19/06/2017


Ivan Boesing, da UpSensor Foto: Miguel Ângelo|CNI

Ivan Boesing, da UpSensor Foto: Miguel Ângelo|CNI

Ideia é fazer a ponte entre a academia e a indústria usando pesquisa aplicada, por meio de editais ou investimento próprio

 

A chamada indústria 4.0, que integra tecnologias de robótica, inteligência artificial e “internet das coisas” – máquinas conversando entre si sem a interferência humana – soa como uma realidade muito longe do País – mas já arrisca seus primeiros passos. Alguns polos têm se destacado na tarefa de trazer a indústria brasileira, que amarga entraves e luta contra a baixa produtividade, para o século 21.

O modelo, também chamado de manufatura avançada, vem sendo aprimorado em diversas regiões pelo mundo e é apontado como o grande trunfo para garantir a competitividade da produção nos próximos anos. A missão de inserir o Brasil nessa agenda é a ambição dos 21 Institutos Senai de Inovação espalhados pelo País. “Queremos aumentar a produtividade e a competitividade da indústria brasileira, com a criação de soluções inovadoras para empresas de grande, médio e pequeno porte, já que, atualmente, 70% do que é investido em inovação fica na universidade”, afirma Marcelo Prim, gerente executivo de Inovação e Tecnologia do Senai.

indústriaInstituto de Automação, Conformação de Materiais e Logística, em São Leopoldo (RS) Foto: Miguel Ângelo|CNI
 

A ideia é fazer a ponte entre a academia e a indústria por meio de pesquisa aplicada: via editais de inovação ou por investimento próprio, que as empresas firmem parcerias para usar os laboratórios de ponta e a expertise da equipe dos institutos para criar uma solução, que pode ser um produto, um processo, um software. “A indústria 4.0 mudará tudo à nossa volta, e a agenda macroeconômica precisa estar ligada com a política industrial”, diz o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Rafael Lucchesi.

Já o instituto especializado em Tecnologias Minerais, em Belém (PA), criou com a empresa Urizen um game que usa realidade virtual para preparar o trabalhador a se comportar em ambientes de risco, como minas de extração de minérios. O simulador, no qual foram investidos R$ 230 mil, já está sendo testado por uma grande mineradora e deve chegar em breve ao mercado.

O Instituto de Eletroquímica, em Curitiba (PR), está desenvolvendo com a Eletran uma bateria de lítio-ar, com capacidade 100 vezes superior às atuais de íons lítio, utilizadas em celular. O instituto também trabalha em parceria com outra empresa na tecnologia self-healing, como uma tinta que se autorregenera após um dano mecânico, como um risco.


Fonte: Estadão | Anna Carolina Papp
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